Os proprietários de farmácia possuem um estoque inesgotável de armadilhas para enganar os farmacêuticos. Uma destas é a estupidez de dizer que o farmacêutico tem que ser um bom balconista. E o pior, ainda há farmacêuticos que caem nessas armadilhas.
Um bom balconista, que tenha experiência no balcão da farmácia, adquire o status de farmacista, "neologismo" com o qual também se auto definem os donos de farmácia. Muitos gerentes de farmácia que se julgam profundos conhecedores sobre medicamentos também se intitulam farmacistas. O sonho de todo farmacista é ser um verdadeiro farmacêutico. Muitos gerentes farmacistas não conseguem sequer esconder o despeito na relação com os farmacêuticos. Imagino o dia em que vão propor que os farmacistas também possam assumir responsabilidade técnica pelas farmácias. Tenho que reconhecer a criatividade dos que inventaram a figura do farmacista. Até a industria farmacêutica caiu como uma pateta nessa balela de farmacista.
Antes mesmo de terminar este artigo fiquei sabendo por um amigo, que no estado do Tocantins já existe um novo profissional de farmácia, o "balcofarmacista". Logo logo os donos de farmácia vão dizer aos farmacêuticos que eles devem ser "balcofarmacêuticos". A fonte criativa é mesmo impressionante e inesgotável.
Quem atende no balcão da farmácia? O Farmacêutico, os farmacistas e os rescém chegados balcofarmacistas. O atendimento no balcão requer conhecimentos específicos e treinamento. A única forma de adquirir os conhecimentos específicos para lidar com medicamentos é a formação em nível superior no curso de farmácia. Treinamento, segundo os educadores, siginifica o mesmo que adestramento ou condicionamento. Para treinar um funcionário na execução de uma determinada rotina e, para se tornar um farmacista, não é preciso que se tenha curso superior, um bom treinamento é suficiente. A fórmula para se ter um bom farmacista é um bom adestramento.
A farmácia viveu seu auge quando servia a sociedade prestando serviços de saúde. O balcão era o local onde o farmacêutico atendia seus pacientes, ouvindo-lhes sobre seus problemas de saúde e lhes dispensando, além de medicamentos, atenção e cuidados. A industrialização em larga escala chegou pondo um fim a esse período. Fez com que se avolumassem os estoques exigindo um escoamento rápido dos produtos. Para vialibilizar este processo foi preciso afastar o farmacêutico da farmácia por ser considerado um empecilho as vendas, e começaram a se adestrar vendedores hábeis em convencer os clientes sobre a necessidade "imprescindível" de usar medicamentos. A lógica deste adestramento foi ditada pela obtenção de lucro fácil e rápido. Neste exato momento nascem no Brasil a Lei 5991, a Drogaria e os Farmacistas. Vendedor de medicamento é sinônimo de farmacista.
Este processo banalizou o medicamento perante a sociedade, tanto que a cada duas pessoas que usam medicamentos uma usa de forma errada.
O uso irracional de medicamentos e os falsificados matam usuários no Brasil. A população paga um alto preço. Em virtude disto o modelo do lucro fácil começa a ruir. O Farmacêutico volta a ocupar seu espaço nos balcões das farmácias e no contexto geral da saúde. Os farmacistas inventam falácias no desespero de manter seu lucro.
Se existe algum intruso no balcão da farmácia este não é o farmacêutico. O balcão continua a ser o local onde o farmacêutico atende seus pacientes ouvindo seus problemas de saúde e lhes dispensando além de medicamentos, atenção e cuidados. A sociedade quer que o farmacêutico e a farmácia reassumam sua função como profissional e estabelecimento voltados a lhe prestar serviços de saúde.
A única forma do farmacista se tornar farmacêutico é fazendo curso superior em farmácia. Façam isso é sejam bem-vindos.
Obs: Não tenho nada contra outros profissionais que atuam nas farmácias. Não falo isto como discurso mas como parte de meu exercício profissional .Também estou no balcão de uma farmácia. Este texto foi escrito no balcão de uma farmácia. Acredito que acima de qualquer título está a vontade e a determinação pessoal. Mas enquanto farmacêutico convicto, sempre que for necessário empunharei a caneta e levantarei a voz para defender os interesses da categoria que represento.
Farm. Danilo Caser
Presidente da Feifar
sábado, 19 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Farmácia - Lucro X Saúde.

A partir do ano de 1998 entidades farmacêuticas e da área da saúde intensificaram suas ações na luta pela implantação de um novo modelo de farmácia voltada a prestação de serviços de saúde em contraposição ao atual modelo considerado prejudicial a sociedade.
O atual modelo baseado na comercialização indiscriminada de medicamentos com a finalidade exclusiva de se obter lucro banalizou o medicamento perante a sociedade a ponto de que uma em cada duas pessoas que usam medicamento o fazem de maneira incorreta.
Essas duas posições estão consolidadas. Os papéis de cada um dos lados está definido. De um lado os que defendem a saúde, de outro os que defendem o lucro em detrimento da saúde.
Os defensores do atual modelo dizem que o setor vem sofrendo com o excesso de regulamentação imposto pela Anvisa e demais entidades fiscalizadoras. Que deste comércio sobrevivem milhões de trabalhadores no Brasil e que não tem nenhum cabimento mudar o modelo atual, pois isso geraria desemprego, falência de empresas e graves problemas sociais. E afirmam: é utopia pensar que um dia a farmácia poderá se transformar em estabelecimento de saúde.
Os defensores da mudança para um modelo comprometido com a saúde possuem dados que mostram que 50% das pessoas usam seus medicamentos de forma incorreta. Que existem nos balcões das farmácias e drogarias inúmeras práticas que prejudicam a saúde do consumidor como a empurroterapia, a venda de medicamentos tarjados e aplicação de injetáveis sem apresentação e retenção de receita médica, a indicação indiscriminada de antibióticos e a venda de medicamentos pirateados que a mídia noticia todos os dias. E perguntam: Que cabimento existe em se encontrar em uma única quadra (aproximadamente 200 metros) nas ruas de diversas cidades brasileiras, 2(duas) e as vezes até 3(três) farmácias de uma mesma rede? Que cabimento existe nas grandes redes de farmácia anunciarem para a população que vendem todos os seus medicamentos abaixo do preço de custo e sortearem carros e casas aos seus clientes? Que cabimento existe no fato de grandes laboratórios farmacêuticos multinacionais patrocinarem médicos a prescreverem em suas receitas apenas uma marca de medicamento para determinada patologia, dizerem ao paciente que medicamento genérico não tem qualidade e imporem a seus pacientes que aviem suas receitas em apenas uma determinada farmácia ou drogaria? Que cabimento existe em pessoas morrerem por usar medicamentos falsificados e de má qualidade adquiridos nas farmácias?
Farmácia - Lucro X Saúde. Escolha o seu lado.
O atual modelo baseado na comercialização indiscriminada de medicamentos com a finalidade exclusiva de se obter lucro banalizou o medicamento perante a sociedade a ponto de que uma em cada duas pessoas que usam medicamento o fazem de maneira incorreta.
Essas duas posições estão consolidadas. Os papéis de cada um dos lados está definido. De um lado os que defendem a saúde, de outro os que defendem o lucro em detrimento da saúde.
Os defensores do atual modelo dizem que o setor vem sofrendo com o excesso de regulamentação imposto pela Anvisa e demais entidades fiscalizadoras. Que deste comércio sobrevivem milhões de trabalhadores no Brasil e que não tem nenhum cabimento mudar o modelo atual, pois isso geraria desemprego, falência de empresas e graves problemas sociais. E afirmam: é utopia pensar que um dia a farmácia poderá se transformar em estabelecimento de saúde.
Os defensores da mudança para um modelo comprometido com a saúde possuem dados que mostram que 50% das pessoas usam seus medicamentos de forma incorreta. Que existem nos balcões das farmácias e drogarias inúmeras práticas que prejudicam a saúde do consumidor como a empurroterapia, a venda de medicamentos tarjados e aplicação de injetáveis sem apresentação e retenção de receita médica, a indicação indiscriminada de antibióticos e a venda de medicamentos pirateados que a mídia noticia todos os dias. E perguntam: Que cabimento existe em se encontrar em uma única quadra (aproximadamente 200 metros) nas ruas de diversas cidades brasileiras, 2(duas) e as vezes até 3(três) farmácias de uma mesma rede? Que cabimento existe nas grandes redes de farmácia anunciarem para a população que vendem todos os seus medicamentos abaixo do preço de custo e sortearem carros e casas aos seus clientes? Que cabimento existe no fato de grandes laboratórios farmacêuticos multinacionais patrocinarem médicos a prescreverem em suas receitas apenas uma marca de medicamento para determinada patologia, dizerem ao paciente que medicamento genérico não tem qualidade e imporem a seus pacientes que aviem suas receitas em apenas uma determinada farmácia ou drogaria? Que cabimento existe em pessoas morrerem por usar medicamentos falsificados e de má qualidade adquiridos nas farmácias?
Farmácia - Lucro X Saúde. Escolha o seu lado.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Mentalidades Farmacêuticas

MENTALIDADES FARMACÊUTICAS
22/10/2007 - 08:56:35
Farm. Danilo Caser - Presidente da Feifar
Mentalidades Farmacêuticas
Definição de mentalidade – Estado de espírito, maneira de se pensar.
Ás 4 horas da manhã, esperando uma conexão no aeroporto JK que levasse para casa toda minha vontade, quase incontrolável, de poder abraçar meus filhos, comecei a pensar sobre o que eu estava vivendo naquele instante. Acontece que eu estava voltando de São Luiz do Maranhão, onde estive acompanhando a eleição do Sindicato dos Farmacêuticos daquele estado e, o que observei fez renovar minha esperança em nossa profissão: Presenciei a mentalidade de vanguarda prevalecer sobre a mentalidade viciada.
Podemos facilmente identificar duas mentalidades com as quais se pensa nossa profissão no Brasil. A primeira se alimenta de alguns fatos cristalizados no passado e vive viciada, presa ao medo da mudança, de terror ao novo e usa da insegurança (em palavras de ordem como: se sempre foi assim, por que mudar?) para manter-se nas evidências dos falsos poderes. Não temem, no entanto, a mesquinhez de seus atos e usam e abusam de práticas antidemocráticas, desrespeitosas e por isso mesmo antiéticas. Esta é uma mentalidade individualista e egocêntrica, fechada ao diálogo, que não consegue entender as diferenças e que discrimina os que não lhe seguem a ideologia. Reducionista, tacanha e medíocre, tem por base idéias preconcebidas e preconceituosas que dificultam e criam barreiras ao crescimento da profissão. Há uma segunda e outra mentalidade, que se alimenta das possibilidades do presente para a construção de um futuro diferente, talvez melhor. Essa mentalidade (que já alimentou gerações) vive através de uma nova onda de valores morais e éticos, de práticas democráticas e que soube se consolidar sendo respeitosa. Esta é uma mentalidade de vanguarda, aberta ao dialogo, que aceita e procura entender as diferenças. Por isso sua visão é generalista. Têm na união sua principal arma na tentativa de encontrar alternativas para o crescimento da profissão. Estas duas mentalidades podem ser encontradas em pessoas de todas as classes sociais e independem da idade. Existem jovens que tem mentalidade viciada e, por outro lado, senhores e senhoras com mentalidade de vanguarda.
Parabéns a todos os farmacêuticos do estado do Maranhão por esta conquista! São vanguardistas da nova farmácia que está se construindo e fizeram o encontro com meus filhos ser mais doce, terno, realizado e comprometido com a construção de uma nova herança para a saúde do Brasil.
Danilo Caser - Presidente da Feifar - Federação Interestadual dos Farmacêuticos.
--Feifar - Federação Interestadual dos Farmacêuticos.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Informativo eletrônico 2
A Função Farmacêutica
Em setembro de 2005 o Sindicato dos Farmacêuticos do estado de Goiás solicitou a equipe do IPCF uma pesquisa que identificou deficiência no conhecimento, pela sociedade em geral, sobre a função do farmacêutico em suas mais diferentes áreas de atuação. O resultado da pesquisa confirmou a hipótese levantada.
O vídeo A Função Farmacêutica foi produzido em novembro de 2005 com o objetivo de disseminar informações sobre a atuação dos farmacêuticos e sua importância. A partir de então tem sido exibido em palestras e ações educativas em universidades, escolas, audiências públicas, congressos, conferências entre outros fóruns de discussão e debates.
A FEIFAR reconhecendo a relevância deste trabalho disponibiliza, gratuitamente, acesso a este importante vídeo.
Com roteiro e apresentação de Cadri Saleh e direção de Edson Quaresma, o vídeo tem aproximadamente 9 minutos.
Acesse nossa página na internet http://www.feifar.org.br/ e... Bom filme!
Envie seus comentários através do nosso blog.
A Função Farmacêutica
Em setembro de 2005 o Sindicato dos Farmacêuticos do estado de Goiás solicitou a equipe do IPCF uma pesquisa que identificou deficiência no conhecimento, pela sociedade em geral, sobre a função do farmacêutico em suas mais diferentes áreas de atuação. O resultado da pesquisa confirmou a hipótese levantada.
O vídeo A Função Farmacêutica foi produzido em novembro de 2005 com o objetivo de disseminar informações sobre a atuação dos farmacêuticos e sua importância. A partir de então tem sido exibido em palestras e ações educativas em universidades, escolas, audiências públicas, congressos, conferências entre outros fóruns de discussão e debates.
A FEIFAR reconhecendo a relevância deste trabalho disponibiliza, gratuitamente, acesso a este importante vídeo.
Com roteiro e apresentação de Cadri Saleh e direção de Edson Quaresma, o vídeo tem aproximadamente 9 minutos.
Acesse nossa página na internet http://www.feifar.org.br/ e... Bom filme!
Envie seus comentários através do nosso blog.

Informativo eletrônico 1
Assistência Farmacêutica e os Direitos a Saúde no Brasil
Lançado no dia 14/09/2007, em Palmas-TO, durante reunião da diretoria executiva da FEIFAR, o documentário em vídeo "Assistência Farmacêutica e os Direitos a Saúde no Brasil", está disponibilizado gratuitamente na nossa página na internet, como forma de contribuição na construção de uma saúde mais digna e de qualidade.
A partir do resultado das pesquisas sobre a atuação farmacêutica na saúde pública, organizada pela equipe do Instituto de Pesquisa e Capacitação Farmacêutica (IPCF), o documentário de aproximadamente 12 minutos - gravado em Goiânia/Goiás no estúdio da rhmt3 - foi realizado em parceria da FEIFAR e da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL), com apoio do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFARMA). A coordenação do projeto é do farmacêutico Danilo Caser - Presidente da FEIFAR, com revisão científica do farmacêutico e Dr.Arnaldo Zubioli. A direção geral do documentário é de Edson Quaresma.
Acesse nossa página na internet http://www.feifar.org.br/ e... Bom filme!
Envie seus comentários através do nosso blog.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)

